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Práticas pedagógicas: psicomotricidade e aprendizagem na educação infantil

 

 

INTRODUÇÃO

Nesta discussão percebe-se a necessidade de repensar a prática pedagógica no processo de ensino-aprendizagem, inclusive nos induzindo a conhecer de forma minuciosa o caminho percorrido pelas crianças na construção de sua aprendizagem e seu processo de desenvolvimento, sendo que a psicomotricidade é um fator essencial e indispensável ao desenvolvimento global e uniforme da criança.

Segundo Fonseca (1993), psicomotricidade é a evolução das relações recíprocas, incessantes e permanentes dos fatores neurofisiológicos, psicológicos e sociais que intervêm na interação, elaboração e realização do movimento humano.

No corpo o termo Psicomotricidade, se destaca no correr, pular, atividades corporais amplas e finas como recortar, escrever e outras produções motoras, a psicomotricidade se ocupa do corpo em movimento. No processo de ensino-aprendizagem, a psicomotricidade está articulada com o processo de desenvolvimento, propiciando uma evolução harmônica, um funcionamento psicomotor entre a criança e o meio.

Conforme estudos realizados, a criança, cujo desenvolvimento psicomotor é mal constituído, poderá apresentar problemas na escrita, na leitura, na direção gráfica, na distinção de letras (ex: b/d/p/q), na ordenação de sílabas, no pensamento abstrato (matemática), na análise gramatical, noção espacial, temporal, dentre outras.

Na realidade, muitas dessas dificuldades poderiam ser resolvidas na própria escola, se os profissionais educacionais deixassem de trabalhar de forma tradicional, buscando novas práticas pedagógicas.

Daí a importância de se trabalhar o desenvolvimento psicomotor com a intervenção profissional do Professor de Educação Física e a Pedagoga da Educação Infantil, buscando tecer algumas questões que norteiam a prática pedagógica no processo de ensino-aprendizagem, com a intenção de conhecer de forma minuciosa o caminho percorrido pelas crianças na construção de sua aprendizagem.

Esse trabalho será desenvolvido na forma de revisão bibliográfica, com discussão da prática pedagógica, decorrente do projeto executado na escola Bernardo Guimarães, pois a escola que trabalha com o desenvolvimento psicomotor da criança contribui com o seu aprendizado.

 

DESENVOLVIMENTO

A educação infantil, tem como prioridade ajudar a criança a ter uma percepção adequada de si mesma, compreendendo suas possibilidades e limitações reais, para que adquira novas competências motoras. A criança busca experiências em seu próprio corpo, formando conceitos e organizando o esquema corporal.

A abordagem da Psicomotricidade irá permitir a compreensão da forma como a criança toma consciência do seu corpo e das possibilidades de se expressar por meio desse corpo, localizando-se no tempo e no espaço. É necessário que toda criança passe por todas as etapas em seu desenvolvimento.

Diversos profissionais, tais como neuropsiquiatras, psicólogos, fonoaudiólogos têm insistido sobre a importância do desenvolvimento psicomotor durante os três primeiros anos de vida, entendendo que é nesse período o momento mais importante de aquisições significativas a nível físico, emocional e intelectual. Sendo que é importante que as mesmas seja estimuladas, criando uma base psicomotora sólida, na qual outras aprendizagens mais complexas irão se apoiar.

Como se pode notar, a psicomotricidade tem o objetivo de enxergar o ser humano em sua totalidade: corpo (cinestésico), o sujeito (relacional) e a afetividade, buscando na ação motora, estabelecer o equilíbrio. O ser humano, para aprender, precisa sentir, pensar e agir.

Aos três anos as aquisições da criança são, andar, correr, pular, aprender a falar, se expressar, se utilizando de jogos e brincadeiras. Estas aquisições são o fruto da experiência pessoal e são apenas parcialmente, um produto da educação. Estas foram obtidas e são complementadas progressivamente ao tocar, ao apalpar, ao andar, ao cair, ao comparar.

No fim do período sensório-motor, a criança atinge a função simbólica, caracterizada pela imitação diferida, o jogo simbólico, a imagem mental e a linguagem.

No período da inteligência intuitiva, entre os 2 – 7 anos, observamos as seguintes características no pensamento infantil: o egocentrismo, que exclui toda a objetividade, ficando a criança presa às suas percepções, acreditando naquilo que vê. Desta forma, não adianta insistir na pré-escola, para que as crianças deem conta do conhecimento lateral: direita e esquerda.

Até os 7 anos a estruturação do espaço é topológica, percepção carente de tamanho e angulação, tomando como ponto de referência o corpo. Após um período de transição, observamos que, depois dos 7 anos, a criança começa a ter consciência de dimensões, angulações, tamanhos, medidas e projeções.

Com a educação psicomotora a criança adquire o estágio de perfeição motora até o final da infância (7-11 anos), nos seus aspectos neurológicos de maturação, nos planos rítmico e espacial, no plano da palavra e no plano corporal.

Segundo Piaget, direita-esquerda, como noção relativa, passa por três estágios: as dificuldades na escrita vinculados a organização lateral dos traços gráficos, por exemplo, a escrita espelhada e diversos tipos de disgrafias e disortografias, como trocas na leitura e na escrita das letras d, b, q e p.

A maturação e experiência neuromotora passa por diferentes estados, do ato motor à representação mental, graduam-se todos os níveis de relação entre o organismo e o meio. O desenvolvimento é uma constante e progressiva construção com predominância afetiva e cognitiva.

Com a maturação e o desenvolvimento neurológico da criança, todas as informações resultantes de suas experiências ficam registradas no cérebro e se tornam gradativamente especializadas.

Com base neste contexto, percebemos a importância das atividades motoras na educação, pois elas contribuem para o desenvolvimento global das crianças. Entretanto, as crianças passam por fases diferentes uma das outras e cada fase exige atividades adequadas para cada faixa etária.

A psicomotricidade se estrutura em três pilares: o que fazer (emocional), o poder fazer (motor) eo saber fazer (cognitivo). Qualquer desequilíbrio em um desses pilares pode provocar desestruturação no processo de aprendizagem da criança.

O desenvolvimento psicomotor é de suma importância na prevenção de problemas da aprendizagem e na reeducação do tônus, da postura, da direcional idade, da lateralidade e do ritmo.

O corpo surge, portanto, mais uma vez, como componente material do ser humano, no sentido concreto de todo o comportamento sócio-histórico da humanidade. Sendo, um componente espacial e existencial, corticalmente organizado, no qual e a partir do qual o ser humano concentra e dirige todas as suas experiências e vivências.

A Educação Física voltada para a formação psicomotora da criança, pode contribuir, com a organização motora e emocional com uma aprendizagem autônoma, criativa e ativa. Sendo, essa prática favorável, para o trabalho preventivo no processo de desenvolvimento da criança.

O ideal seria que todos os educadores tivessem como alicerce para as suas atividades a psicomotricidade, pois fariam com que as crianças tivessem liberdade de realizar experiência com o corpo, sendo indispensável no desenvolvimento das funções mentais e sociais.

O ambiente lúdico constitui outro aspecto fundamental ao nível da Psicomotricidade, dadas as suas características (ativo, dinâmico, significativo, motivante, construtor) constituindo um facilitador da vivência corporal, da relação, da comunicação e da aprendizagem.

O projeto Movimento e Aprendizagem na Educação Infantil, realizado na Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Bernardo Guimarães busca realizar sequências de atividades elaboradas juntamente com a pedagoga e o professor de educação física, favorecendo a integração e a socialização das crianças com o grupo, portanto propicia o desenvolvimento tanto psíquico como motor.

Os movimentos, as expressões, os gestos corporais, bem como suas possibilidades de utilização: danças, jogos, esportes e brincadeiras diversas - rolar, balançar, dar cambalhotas, se equilibrar em um só pé, andar para os lados, equilibrar e caminhar sobre uma linha no chão, entre outras.

As atividades ficam integradas, o professor de classe e o professor de educação física, se ocupam do intelectual e o do corpo, para explorar as atividades. Contemplando a importância do aprender em situações lúdicas, mediadas pelo prazer do brincar e da elaboração pessoal do aprendido. Tendo nessa posição cooperativa, a construção da criança, com o corpo e o saber aumentando o seu potencial criativo do seu conhecimento.

No Projeto Movimento e Aprendizagem na Educação Infantil, realizado na 
Escola Municipal Bernardo Guimarães, os professores utilizam de alguns exercícios psicomotores, veja abaixo as sugestões:

Atividades para esquema corporal: (mímica, escultura, desenhar, pintar ou montar partes do corpo).

Atividades de coordenação motora global: (andar, rolar, engatinhar, relaxar, correr, chutar bolas).

Coordenação motora fina: (modelar, rasgar, amassar, recortar, colar, pintar).

Atividades de orientação temporal e espacial: (atividades rítmicas, andar de olhos fechados, arremessar e quicar bolas, andar sobre linhas em várias direções, andar entre objetos).

Jogos: de perseguição, funcionais (exercícios de repetição realizados com o próprio corpo, como mexer as mãos, balançar a cabeça ritmadamente, passar objetos de uma mão para a outra), jogos simbólicos (de imitações de objetos, de papéis adultos, de animais).

As contribuições para a aprendizagem quando se trabalha com a psicomotricidade da criança são notáveis, na melhora da organização, nas respostas de estímulos, na atenção, enriquecimento na expressão simbólica, no desenvolvimento rítmico, na integração com o grupo, formulação de hipóteses e cumprimento de regras. Todo o trabalho promove o ajuste da criança em diversas situações que leva a criança a experimentar o conhecimento a partir do seu corpo.

A criança deve viver o seu corpo através de uma motricidade não condicionada, em que os grandes grupos musculares participem e preparem os pequenos músculos. Antes de pegar num lápis, a criança deve ter uma grande utilização da sua mão em contato com inúmeros objetos.
É importante que no trabalho com a Educação Infantil esteja claro que cada criança tem seu ritmo e seu tempo, e isso deve ser respeitado, do mesmo modo que sua cultura também deve ser respeitada.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conscientizar de que a educação pelo movimento permite à criança resolver mais facilmente os problemas atuais de sua escolaridade e a prepara, para afirmar percepções, desenvolver formas de atenção, explorar a inteligência. As conquistas favorecem novas percepções sensoriais e propiciam novas experiências.

Desta forma a criança vai se descentrando e armando outras possibilidades observadas nas condutas classificatórias, no uso da linguagem, na organização espaço-temporal, nas brincadeiras e na relação com seus pares.

Como a necessidade de fortalecimento da estrutura simbólica das crianças pequenas, mediante atividades de representação, teatrais, com fantoches, histórias dramatizadas e uma multiplicidade de recursos que atualmente vem ocupando espaço nos objetivos curriculares na Educação Infantil, no processo ensino-aprendizagem e sua disponibilidade corporal para armar junto aos alunos situações do brincar que funcionem como mediadores educativos.

Por meio da experiência concreta e do brincar, o ensino será um processo contextualizado e repleto de significados reais e práticos que poderão auxiliar nos processos pedagógicos e nas atividades do cotidiano dessas crianças, tornando-as indivíduos plenos, críticos, criativos e autônomos.

Para tanto desenvolvimento envolve aprendizagem de vários tipos, expandindo e aprofundando a experiência individual e coletiva.

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